Shopping | Fóruns | Assinar Revista | Promoções | Jogos
Hardware | Software | Internet | Multimédia | Notícias | Downloads

Subscrever PCGuia




 Notícias

 Secções
  • Hardware
  • Software
  • Especiais
  • Jogos
  • Internet
  • Multimédia
  • Linux
  • PCGuia Pro

 Canais
  • Downloads
  • Fóruns
  • Blogue do Gato
  • Shopping
  • Anúncios



Outras edições

 Jogue on-line

Serviços PCGuia
  • Assinar Revista
  • Contactos:
     - Internet
     - Editorial
  • E-mail:
     - Geral
     - Assinaturas
  •
  •
  • Notícias
  por RSS

  • Downloads
  por RSS



Pesquisar downloads shopping artigos produtos
  PCGuia > Internet > Cabo ou ADSL?  
 
 
  JUNHO 2004

Será que existem, de facto, vantagens evidentes de uma face à outra?
 
     
 
Publicidade
Cabo ou ADSL – esta é, seguramente, uma questão que muitos dos leitores da PCGuia já terão colocado antes de optar por uma das várias soluções de acesso em banda larga à Internet. Com a massificação da oferta por parte dos ISP, o número de clientes tem vindo efectivamente a disparar desde há cerca de um ano a esta parte. Apesar de o cabo ter sido o primeiro tipo de tecnologia desta natureza a ficar disponível em Portugal para o mercado de grande consumo, a verdade é que as linhas ADSL começam a recuperar face à desvantagem inicial.

Na prática, a verdade é esta – não se pode dizer que exista uma clara vantagem de uma tecnologia sobre a outra – aliás, a oferta é tão semelhante que até nos preços se aproxima. A grande diferença encontra-se no tipo de meio utilizado para o transporte dos dados – enquanto o cabo recorre ao cabo coaxial utilizado para fazer passar sinal de TV (sendo, por isso, indispensável dispor de televisão por cabo para se poder ter este tipo de serviço em casa), o ADSL socorre-se do cobre utilizado nas tradicionais linhas de telefone (o que pressupõe a necessidade de ter uma assinatura de telefone fixo). Quanto ao resto, existem algumas diferenças quanto ao tratamento e ao transporte dos dados.

No geral, tanto o cabo como o ADSL apresentam vantagens para os clientes domésticos e empresariais. Estas vantagens podem ser medidas em cinco aspectos essenciais – a velocidade, a segurança, a disponibilidade/fiabilidade, a qualidade de serviço e o custo.


Velocidades semelhantes
Em termos ideais, o cabo permite velocidades de transmissão até 30Mbit/s, recorrendo a uma placa de 100Mbit/s, enquanto o DSL não consegue chegar aos 10Mbit/s na sua variante VDSL – que em Portugal não se encontra disponível. O ADSL tem como tecto os 2Mbit/s. Claro que tudo isto é teoria. Na prática, as realidades aproximam-se uma da outra – o cabo permite até 640Mbit/s e o ADSL chega aos 1Mbit/s, apesar de a oferta mais generalizada se ficar pelos 512Mbit/s. O upstream é semelhante, fixando-se nos 128Mbit/s. No entanto, com estes débitos é perfeitamente possível fazer streaming de vídeo ou jogar na Internet com um lag muito pequeno, maximizando o divertimento on-line.

Também é certo que estes valores podem variar, dependendo do tipo de utilização e da congestão no tráfego de Internet verificado no momento da utilização. Sobre este assunto, o cabo oferece largura de banda partilhada com a “vizinhança” do “bairro” onde se encontra, enquanto o ADSL permite largura de banda dedicada à linha a que está associado. Significa isto que a performance no acesso por cabo pode variar de acordo com o maior ou menor número de utilizadores no troço de rede onde a sua máquina se encontra, apesar de esta situação já não acontecer com tanta frequência nos dias que correm.

O ADSL é, porém, uma tecnologia mais sensível a aspectos como a distância e a qualidade do cobre utilizado na linha. Isto significa, por um lado, que quanto mais distante se estiver do ponto de acesso, mais baixos serão os débitos conseguidos (tipicamente, é possível oferecer 512Kbit/s até uma distância de cinco quilómetros), bem como que, quanto mais antiga for a linha de telefone utilizada ou quanto maior for o número de curvas (sobretudo, de 90 graus), maior é a probabilidade de existir ruído na linha, podendo, inclusive, levar à quebra da ligação.


Três passos a dar na escolha da solução

Seja qual for a solução escolhida, estes são apenas três dos vários aspectos essenciais que deve verificar antes de a adquirir

1. Pesquise no sites dos ISP aspectos tais como o custo de adesão e a mensalidade (com IVA), o tráfego, os serviços associados, as configurações necessárias ou as promoções. Leia as FAQ com atenção e veja se o ISP pode oferecer o serviço na sua área de residência.

2. Procure obter o máximo de informação sobre o modem ou o router incluído no pacote. Vá até à página do fabricante do equipamento e leia as características, nomeadamente a nível de segurança.

3. Antes de adquirir a solução, leia atentamente o contrato. Informe-se, por exemplo, sobre as condições para anular o contrato caso queira, entretanto, mudar de ISP


Fiabilidade equiparada
A segurança é o aspecto mais controverso desta batalha entre as ofertas de ADSL e de cabo. Um dos maiores ISP de ADSL em Portugal é o Sapo, que diz na sua página sobre esta matéria o seguinte: «O ADSL funciona sobre a sua linha telefónica privada, garante-lhe maior fiabilidade e segurança na ligação, pois evita a degradação da velocidade quando os seus vizinhos se ligam também à Internet.» A Oni (falando a respeito da sua oferta OniNetSpeed) acrescenta que «a ligação até à central telefónica é privada (ponto-a-ponto), sendo por isso mais segura do que na ligação por cabo, não permitindo que alguém aceda aos seus dados. Este tipo de ligação diminui, embora não exclua, a possibilidade de ataques por hackers (piratas) da Internet».

Os ISP de cabo defendem que esta estratégia mais não é do que um simples sublinhar de um aspecto comum nas redes de cabo, mas que não se traduz numa vantagem evidente das redes ADSL sobre as suas. De facto, e tal como já foi referido, o cabo utiliza uma linha partilhada para fornecer serviços a + determinada “vizinhança”, o que não acontece no ADSL. Ou seja, todos os utilizadores que estiverem nesse “bairro” pertencem à mesma rede local (LAN), o que significa que, se não existirem quaisquer medidas de segurança implementadas, qualquer utilizador dessa LAN consegue aceder a outras máquinas desprotegidas que lá se encontrem.

Os ISP aperceberam-se do problema e corrigiram a situação. Por um lado, oferecem bundles com soluções como antivírus, firewalls ou routers com NAT, que permitem minimizar o impacte dos ataques que cada vez mais se fazem sentir nos PCs com acesso à Web em banda larga. Por sua vez, os fabricantes de cable modems dotaram os seus equipamentos de algo que dá pelo nome de Data Over Cable Service Interface Specification (DOCSIS), que inclui suporte para características de segurança em redes de cabo, tais como autenticação ou filtragem de pacotes. Em suma, tendo em conta que actualmente é impensável falar de acesso seguro em banda larga à Internet sem uma protecção complementar (antivírus, pelo menos), não existe qualquer vantagem de uma das tecnologias relativamente à outra.


Os perigos do “always on”
Uma das grandes vantagens das tecnologias de cabo e de ADSL face ao dial up tradicional é o facto de poderem estar sempre ligadas à Web. Isto porque os ISP não cobram o tempo da ligação, mas sim a quantidade de downloads feitos – isto de forma típica, visto terem entretanto surgido no mercado pacotes de acesso por cabo ou ADSL em que o critério de custo é o tempo de ligação.
O facto de se estar on-line tanto tempo e com uma largura de banda tão grande é uma grande vantagem para muitos utilizadores, mas é também um factor de risco à segurança dos sistemas – quando se está mais tempo on-line, corre-se um risco maior de sofrer um ataque. No caso de se ter um IP fixo, este risco é ainda maior na medida em que dá ao hacker a possibilidade de ter um alvo fixo.
É por isso que os operadores de cabo e de ADSL providenciam endereços assignados por DHCP, o que permite que o IP do cliente se altere cada vez que faz uma ligação à Internet. É claro que, se essa ligação ficar activa durante horas, dias ou semanas, o IP manter-se-á igual até ser desactivada e iniciada nova sessão na Internet.

Perante este facto, muitos clientes de cabo ou de ADSL adquirem routers para proteger os seus sistemas da Internet. Na sua essência, os routers complementam os modems de cabo ou de ADSL tradicionais, associando funcionalidades de segurança (tais como as já mencionadas filtragem de pacotes e NAT). Há ainda aqueles que preferem não gastar dinheiro, instalando software de servidor proxy sobre o modem de modo a melhor controlar o tráfego que entra na máquina e que sai para a Web.

Em resumo, as ofertas de cabo e de ADSL equiparam-se em todos os pontos considerados essenciais – velocidade, segurança, disponibilidade/fiabilidade, qualidade de serviço e custo.

Chamem-nos “politicamente correctos”, mas a verdade é que, pesadas as vantagens e as desvantagens de cada uma, o resultado final é um empate. Cabe a cada um decidir o tipo de oferta que mais lhe convém, podendo interferir sobre esta decisão aspectos tais como a existência ou não de uma linha de cabo ou de telefone em casa, o tipo de utilização que se pretende ou as ofertas associadas ao pacote de determinado ISP, entre muitas outras. Nesta edição, a PCGuia deu-lhe as dicas técnicas. No próximo número, mostrar-lhe-á as diversas ofertas que existem em Portugal.

 Hackers

Atenue as fraquezas da ligação

A forma de actuar dos hackers pode até ser complexa, mas o seu princípio é muito simples – procurar e explorar falhas no sistema operativo ou em aplicações que com ele trabalham, como são o caso dos programas de e-mail, das bases de dados e do instant messaging/chat. No caso dos sistemas operativos, as maiores fragilidades encontram-se em serviços de rede tais como o FTP, que utiliza portas específicas.
Com o aumento do número de utilizadores de banda larga, é normal que as suas actividades tenham crescido em Portugal.

Uma forma de evitar que os hackers entrem no seu sistema passa por fazer updates frequentes ao seu sistema operativo, procurando updates numa base semanal,
e o mesmo deverá acontecer com o seu antivírus, mas numa base diária. Procurar ferramentas on-line para testar as vulnerabilidades do sistema também é uma óptima opção.
 
     
   
     
Anunciar on-line | Assinaturas | Contactos | Notícias por RSS | Promoções | Serviços Móveis Record | Serviços Móveis CM
ADSL.XL | Classificados | Emprego | Directórios | Jogos | Horóscopo | Tempo


Copyright © . Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.