Shopping | Fóruns | Assinar Revista | Promoções | Jogos
Hardware | Software | Internet | Multimédia | Notícias | Downloads

Subscrever PCGuia




 Notícias

 Secções
  • Hardware
  • Software
  • Especiais
  • Jogos
  • Internet
  • Multimédia
  • Linux
  • PCGuia Pro

 Canais
  • Downloads
  • Fóruns
  • Blogue do Gato
  • Shopping
  • Anúncios



Outras edições

 Jogue on-line

Serviços PCGuia
  • Assinar Revista
  • Contactos:
     - Internet
     - Editorial
  • E-mail:
     - Geral
     - Assinaturas
  •
  •
  • Notícias
  por RSS

  • Downloads
  por RSS



Pesquisar downloads shopping artigos produtos
PCGuia > Linux > Ó Evaristo, tens cá disto?
 
 
  MARÇO 2005

Ó Evaristo, tens cá disto?
Conheça este sistema de apoio à gestão sob licença GPL, em Português de Portugal
 
     
 
Publicidade
Apetece mesmo dizer que sim – de facto, já existe uma aplicação de gestão feita em Portugal e que está disponibilizada gratuitamente, sendo fornecida com o código-fonte respectivo e à qual os utilizadores podem acrescentar as funcionalidades que entenderem. Este artigo é dedicado e destina-se a todos aqueles que já conseguiram instalar o Linux nos seus computadores e que estão agora a dar os primeiros passos na configuração do sistema, tomando como base as principais dificuldades que se deparam a um utilizador recém-chegado para instalar e configurar o Evaristo, uma solução Enterprise Resource Planning (ERP) disponível sob licença GPL e desenvolvida pela Memória Persistente.
Há vários aspectos que o distinguem das restantes aplicações de gestão disponíveis no mercado das PMEs. Numa ordem perfeitamente aleatória, é possível citar o tipo de suporte de dados (base de dados relacional em vez de ficheiros indexados), a configuração de ecrãs e documentos impressos (inteiramente assente em XML e independente do código), o facto de ser multi-utilizador e multiplataforma de raiz, a tecnologia utilizada (Java), que o torna independente do sistema operativo, e a licença que rege a sua publicação (GPL), que permite as suas livres distribuição e alteração.


Configuração do servidor de dados
Ecrã de entrada (menu principal)
Alterar a configuração da base de dados não é uma tarefa tão assustadora quanto parece (à primeira vista) para um principiante. Pelo menos, não o é neste caso, resumindo-se a alterações que incidem sobre a modificação de dois ficheiros de configuração e de apenas uma linha em cada um deles. Isto assumindo que o leitor já tem o PostgreSQL instalado, uma vez que todas as distribuições o incluem.

Estes ficheiros poderão ser encontrados em '/var/lib/postgres/data' nas distribuições baseadas em Debian e em '/var/lib/pgsql/data' em Red Hat e Mandrake. Outras distribuições poderão colocá-las noutros directórios, mas certamente abaixo do '/var/lib', pelo que, em caso de dúvida, bastar-lhe-á executar o comando 'find /var/lib -name postgresql.conf -print' para descobrir a sua localização.

Em primeiro lugar, há que abrir uma sessão de consola de terminal, tornar-se superutilizador (com o comando 'su') e editar o ficheiro 'postgresql.conf', procurar a linha que começa por 'tcpip_socket' e assegurar-se de que contém o valor 'true'. Isto vai fazer com que o PostgreSQL aceite ligações TCP/IP, o que é indispensável para a ligar a uma aplicação Java através do JDBC (visite o site http://www.postgresql.org/docs/7.4/static/runtime-config.html#RUNTIME-CONFIG-CONNECTION se quiser aventurar-se noutras opções).

Alteração do 'postgresql.conf'
O outro passo é um pouco mais delicado, dado que se trata de definir que máquinas e utilizadores podem ligar-se ao servidor de dados. Entre as várias configurações possíveis (ver http://www.postgresql.org/docs/7.4/interactive/client-authentication.html#AUTH-PG-HBA-CONF), escolhemos uma que permite o acesso a todos os utilizadores da máquina em que está instalado o PostgreSQL (localhost). Para tal, basta acrescentar a seguinte linha no fim do ficheiro 'pg_hba.conf':

host all all 127.0.0.1 255.255.255.255 trust

Agora, há que reinicializar o PostgreSQL com o comando '/etc/init.d/postgresql restart'. E, já que está como superutilizador, aproveite para executar estes comandos:

adduser m16e
mkdir /usr/local/m16e
chown m16e.m16e /usr/local/m16e
chmod g+r /usr/local/m16e
su postgres
createuser m16e
exit
su – m16e
createdb m16e

Alteração de 'pg_hba.conf'
Os mesmos irão criar um utilizador para administrar a base de dados e criar uma base de dados para esse utilizador. Para saber o significado detalhado dos comandos, escreva numa consola 'man <comando>', substituindo '<comando>' por 'adduser', 'createuser', e assim sucessivamente.

Instalação do Java (da Sun)

A maior parte das distribuições trazem máquinas virtuais Java (JVM, ou Java Virtual Machine) que ainda não implementam a especificação completa, pelo que nem todas as funcionalidades estão disponíveis – sobretudo as que estão relacionadas com o interface gráfico, pelo que, muito provavelmente, terá de instalar este a partir dos binários da Sun ou dos rpms da Blackdown.org (as excepções que conheço são a Suse e a Caixa Mágica, que incluem rpm da Blackdown.org, mas que, tal como a ferramenta da Sun, não são software livre, apesar de serem de uso gratuito).

No site do Java, encontrará instruções detalhadas sobre a sua instalação (ver http://java.sun.com/j2se/1.5.0/jre/install.html). Se utiliza Debian e quiser uma integração completa com o sistema, poderá seguir as instruções contidas no site do Open Source Lab da Oregon State University (http://wiki.osuosl.org/display/DEV/Java+on+Debian). Em qualquer caso (exceptuando os utilizadores do Debian que, se seguirem o passo acima descrito, já terão o Java completamente configurado), deverá assegurar-se de que o directório onde está o Java é o primeiro elemento da variável de ambiente PATH. Pode consegui-lo acrescentando no ficheiro '.profile' ou '.bashrc' do utilizador (substituindo <java-dir> pelo directório onde instalou o Java, por exemplo, '/opt/j2sdk1.5.0') a linha:

export PATH=<java-dir>/bin:$PATH

Para se certificar que tem o Java devidamente instalado, escreva numa consola: 'java -version'. O output deverá ser semelhante a este:
java version "1.4.2_04"
Java(TM) 2 Runtime Environment, Standard Edition (build 1.4.2_04-b05)
Java HotSpot(TM) Client VM (build 1.4.2_04-b05, mixed mode)

A versão deverá ser a 1.4 ou superior.

Instalação e configuração básica do Evaristo
Ficheiro de configuração dos dados da empresa
Para instalar o Evaristo, basta, enquanto utilizador 'm16e', descomprimir a tarball com o comando 'tar zxvf mpb2-1.tgz'no directório '/usr/local' e, de seguida, executar 'psql -f /usr/local/m16e/evaristo/sql/mpb2.sql m16e' para criar a base de dados da aplicação.

De seguida, e antes de começar a emitir facturas, é necessário alterar os dados da empresa, o que se consegue ao alterar o ficheiro 'inc-company-data.xml', que se encontra no directório '/usr/local/m16e/evaristo/xgui'. Basicamente, trata-se de alterar os dados da empresa (nome, morada, contribuinte, entre outros dados). Para que o logotipo da empresa apareça no menu principal e nos documentos, deverá colocá-lo no directório '/usr/local/m16e/evaristo/img', com o nome 'client-logo-print.gif', com cerca de 200 pixels de largura e 48 de altura e em formato GIF, claro.

A dimensão da imagem poderá ser outra qualquer, tal como o tamanho, o tipo da letra ou a posição do texto no documento, mas isso vai para além do âmbito deste artigo.

Quanto ao nome para o ecrã principal, basta aplicar o mesmo processo no ficheiro 'xgui-main-menu.xml', que está no mesmo directório ('/usr/local/m16e/evaristo/xgui').

Mãos à obra
Chegou a altura de arrancar com o programa, executando o script que lança a aplicação ('evaristo.sh') – mais tarde, poderá adicioná-lo ao menu do seu sistema.

A partir daqui, tudo se torna muito mais simples. Surge o ecrã mostrado na Figura 1, o qual contém as opções principais da aplicação. Antes, porém, convém realçar alguns comportamentos comuns a toda a aplicação:

– Ao colocar o ponteiro do rato sobre um ícone, aparece uma pequena janela de texto (tooltip) com uma breve descrição do comando;

– Se os campos dos formulários apresentam uma moldura em cyan (azul claro) ou o título de uma coluna apresenta um asterisco, é porque está disponível ajuda ao preenchimento nesses campos ou nas células dessa coluna. Em qualquer dos casos, clicando no botão direito do rato fará aparecer um menu com as várias opções possíveis.

Esta é a altura ideal para consultar o manual de utilizador (consultar http://www.m16e.com/opensource/mp-biz/doc/index.html) e ver alguns dos exemplos que lá estão e que contemplam a maior parte das situações.

Referências

Blackdown.org: http://www.blackdown.org
Caixa Mágica: http://www.caixamagica.pt
Debian: http://www.debian.org
Java: http://java.sun.com
Licença GPL: http://www.opensource.org/licenses/gpl-license.php
Mandrake: http://www.mandrakelinux.com
Memória persistente: http://www.m16e.com
Open Source Lab (Oregon State University): http://www.osuosl.org
PostgreSQL: http://www.postgresql.org
Red Hat: http://www.redhat.com
Suse: http://www.suse.com

 
     
     
 
página anterior
 
     
 
 
     
Anunciar on-line | Assinaturas | Contactos | Notícias por RSS | Promoções | Serviços Móveis Record | Serviços Móveis CM
ADSL.XL | Classificados | Emprego | Directórios | Jogos | Horóscopo | Tempo


Copyright © . Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.
Consulte as condições legais de utilização.